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Espectáculos
Contraponto
de Luiz Pacheco



Viagem pela biografia e pela obra de Luís Pacheco, Contraponto, que recupera o nome da editora que Luís Pacheco criou, apostará em tornar vital uma história de vida – e de literatura – sempre rumando contra o Grande Costume, aquele que na velha senhora seguia a conhecida e exaltante divisa do “respeitinho é que é preciso”. Revoltado de sempre contra a mediocridade dominante, Luís Pacheco, é o exemplo do gesto vital como obra de arte: toda a sua vida é um extenso acto de rebeldia e libertinagem vitais, como se, desse modo, a vida se pudesse merecer a si mesma e só assim valesse a pena ser vivida.
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O coche do St. Sacramento
de Prosper Mérimée



Na Lima inventada por Mérimée segundo os traços expressionistas do romantismo, um Vice Rei colonial sofre de amor e gota. Com o reino em caos crescente sob o impacto da revolta índia lá para os confins da sua geografia, e em dia de cerimónia religiosa dirigida pelo bispo local, sua alteza está enciumada por causa da actriz Perichole, sua amante, escandalosa de comportamentos num meio dominado pelas beatas da pequena corte local.
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Weisman e cara vermelha
de George Tabori



ESTREIA A 13 DE MARÇO DE 2008

É um recontro no deserto americano. O primeiro contendor, um judeu perdido com a sua filha deficiente; o segundo, um índio montado na sua mula em busca das eternas pradarias.

Do confronto entre ambos nascerá uma luta existencial para determinar qual dos dois povos mais sofreu…
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Infernos de amor e morte

Instalação do Pintor João Vieira sobre o texto de Johannes Von Saaz e João Pedro Grabato Dias

LEITURA ENCENADA,

COM ANTÓNIO DURÃES E FERNANDO MORA RAMOS

20 E 21 DE DEZEMBRO DE 2007

ANTIGA LAVANDARIA DO HOSPITAL TERMAL

Nesta representação o ponto de partida é a instalação do pintor João Vieira, dispositivo cénico e pinturas, inspirados na problemática da morte – e do amor – e nos círculos da descida aos infernos do poema de Dante. No dispositivo concebido pelo pintor João Vieira, Fernando Mora Ramos e António Durães trarão à presença dos espectadores a palavra de Saaz – O Lavrador da Boémia, texto do século XV, escrito na sequência da morte da esposa amada – através de uma leitura encenada.

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O Coronel Pássaro
de Hristo Boytchev

Um jovem médico, destacado para um asilo psiquiátrico instalado num antigo convento, algures nos Balcãs, tem a seu cargo alguns casos de psicose tão interessantes quanto inofensivos. É inverno e tanto psiquiatra como doentes estão entregues à sua sorte, isolados no meio da neve e dos lobos, sem aquecimento, sem comida e sem medicamentos. Vivem acantonados numa única divisão para se protegerem do frio.

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A Estação Inexistente
de Rocco D'Onghia e Luigi Pirandello

A Estação Inexistente

Duas histórias em épocas distintas na mesma estação de comboios: a primeira, nos anos vinte do século ido, a segunda nos dias de hoje. Estamos nessa estação, fora de horas, quando uma cidade dorme e outra fervilha. Em “O homem da flor na boca” um sujeito veio à cidade e perde o comboio de volta. É noite, ao longe canta um bandolim, presença entre alegre e nostálgica, e é nessa estação que o “homem da flor” escolhe a sua vítima. Ninguém, na esplanada adormecida, o pacífico cliente espera pelo primeiro comboio da manhã quando o outro lhe deita o anzol. Até terminar este acto único o homem da flor não larga o pacífico cliente, como se este fosse a terra a que as suas raízes têm de se agarrar. Por momentos tudo podemos imaginar...
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O Anel Mágico
de Carlo Goldoni

ImageArlequim, negociante de queijos e macarrão, julgando-se traído pela mulher, Argentina, decide matar-se atirando-se a uma ribeira, mas um mágico que passa por ali consegue demovê-lo dos seus intentos e oferece-lhe um anel mágico que lhe permitirá esquecer todo o passado. Arlequim aceita a oferta e adormece sob o efeito do seu encantamento.

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O Médico à Força
de Molière


Nesta peça observamos uma sociedade de vizinhos em que o dinheiro move toda uma rede de interesses, dos pequenos aos grandes. Os criados Valério e Lucas esperam gorjetas, Geronte quer casar a filha com herança que possa engrossar o património familiar, preterindo Leandro, o verdadeiro amor de Lucinda, que inventa uma doença, para fugir ao casamento imposto.

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desConcerto Gin-Fónico
a partir de textos de Mário-Henrique Leiria


Mário-Henrique Leiria (1923/1980) é o criador duma obra muito particular composta maioritariamente por poemas e breves textos narrativos.
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Ella
de Herbert Achternbusch

Esta peça foi feita em 1993 pela mesma equipa que agora a repropõe, com excepção de Amélia Varejão que, na altura, fez a mãe, como seria de esperar.
Esta nova viagem pretende-se obviamente diferente da primeira. Em primeiro lugar porque não é possível, nem tem sentido, refazer o mesmo. Seria absurdo, tão absurdo como pretender rejuvenescer no sentido crono-biológico do termo. Em segundo lugar porque de lá para cá aconteceu tanta coisa, a passagem do milénio, o Iraque, a Europa a vinte e tais e por aí adiante. O que constitui um novo contexto que o espectáculo não poderá ignorar.
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